La Brunette (stout)

Novembro 8, 2009

A cerveja de hoje é uma stout praticamente artesanal do sul do Brasil produzida pela mesma companhia que fabrica a Schmitt. Possui espuma cremosa e o sabor de malte é bastante evidente. A cevada, torrada na própria cervejaria, e os maltes do tipo Chocolate conferem duas características à Brunette: a coloração escura (sem adição de corantes caramelo) e o acentuado sabor tostado. Possui notas de café e leve amargor, mas a ressalva fica por conta do azedume perceptível que compromete a apreciação.


Da incompetência e do descaso

Novembro 4, 2009

Ir para Jundiaí logo cedo durante a semana está mais complicado. Como a viagem de trem é demorada, aqueles que evitam gastos com pedágio e aborrecimentos com o trânsito paulistano se utilizam dos serviços da Viação Cometa. Que fique bem claro que não é preferência, mas apenas falta de outra opção que ofereça o serviço rodoviário.

Há duas opções de embarque: no Tietê com ônibus padrão Cometa, velhos, barulhentos, a maioria dos bancos quebrados e enfrentando todo aquele trãnsito para atravessar a Marginal rumo à Rodovia dos Bandeirantes ou micro-ônibus que saem da Barra Funda e evitam o trecho mais tenso da Marginal.

Acontece que às segundas-feiras ou retornos de feriado, o trânsito piora e o micro-ônibus chega com bastante atraso ao local de embarque, partindo também com atraso e enfrentando ainda mais trânsito. Além disso, a primeira opção de horário é o das 6h21, que nesses dias nunca parte antes das 6h45. Para quem precisa chegar antes das 7h30 na rodoviária de Jundiaí, é preciso embarcar mais cedo, ou seja, sobra o ônibus das 6h00 que sai do Tietê.

Nos dias de maior movimento, as filas são imensas, os lugares são rapidamente ocupados por pessoas que acreditam estarem num ônibus-leito, pois reclinam as poltronas ao máximo sem perceberem que incomodam muito quem está no banco de trás. Falta bom-senso. Nessas condições, era relativamente tranqüilo chegar na bilheteria às 5h50 e comprar passagem para o ônibus das 6h10, que saía mais vazio não pegava trânsito. Num exemplo de consideração, a viação mediocremente eliminou essa opção de horário!

É preciso chegar com bastante antecedência aos guichês por causa das filas que se formam. São cerca de 15, mas de manhã só 2 ou 3 funcionam.

Nas fotos dá pra se ter uma idéia do descaso. Não ficaram lá muito nítidas, mas dá pra ver os guichês vazios, o pessoal esperando e os funcionários envolvidos em outras atividades mais importantes, como ficar parados perto de outros funcionários parados, sendo que nenhum deles estava atendendo. O sr. Lázaro, que assumiu um dos guichês vazios, levou a impressionante marca de quinze minutos para atender duas pessoas. A eficiência é tanta que o sujeito pega o cartão de estudante, leva até a mesa de trás, depois recebe o pagamento e vai buscar o troco na mesa de trás, também. O sujeito ainda não entendeu o pedido “Jundiaí, seis horas!” e já ia vender para o horário seguinte. O pior de tudo é que desserviços assim podem acarretar na perda de um horário e até mesmo um compromisso importante por besteira.

A Viação Cometa acaba ganhando clientes por falta de opção. Ainda há desconfianças quanto aoprojeto dotrem-bala de Campinas ao Rio passando por Jundiaí e São Paulo, mas, quando isso acontecer, será que a Cometa estará com essa bola toda?


If I were Brittania I’d waive the Rules

Novembro 3, 2009

Salut dit!

Para compensar (mais uma vez) o longo tempo entre um texto e outro, uma resenha breve, mas múltipla sobre alguns dos lugares para se tomar uma cerveja em São Paulo. Existem duas motivações básicas e bem distintas sobre o ato ou efeito de se embebedar: beber bastante cerveja da marca que estiver disponível, evitando-se as mais fuleiras por questões de higiene mas sem optar pelas mais requintadas, aumentando o tempo de permanência no recinto, prolongando conversas e discussões filosóficas relevantes. É o mais comum em eventos como churrascos, festas de faculdade e happy-hours.

A outra acontece com menos freqüência quando se diminui a quantidade a ser consumida em prol da qualidade. Paga-se mais por marcas e tipos que não se encontram em todos os bares ou mercados e essa é justamente a graça dessas quebras na rotina: variar e diversificar. Nem sempre compensa passar o mês inteiro bebendo uma vez por semana a mesma cerveja quando se pode perfeitamente dar uma segurada duas semanas seguidas para na terceira, tomar aquela cerveja que de tão bonita a cor âmbar que reluz no copo, dá vontade de tirar uma foto emandar emoldurar.

Pois bem, a pequena maratoma (com o trocadilho referenciando a tradicional festa universitária) começa sexta-feira na Braugarten do Itaim Bibi, lugar agradável onde vale a pena sentar-se às mesinhas da área externa, mesmo que o interior seja bem espaçoso. O atendimento lá costuma ser bastante eficiente. Quem está acostumado com as marcas presentes na maioria dos bares e botecos acha interessante que na carta de cervejas apareçam alguns nomes importados e nacionais mais elaborados. Erdinger, Weiheistephaner, Bohemia Confraria e Baden-baden são exemplos e as uruguaias Norteña e Patricia não ficam de fora. A porção de bolinhos de carne com massa de mandioca é recomendável e a coxinha é excelente, ainda que bem caras. Sempre acompanha um molho levemente picante da casa, também muito bom. Já o chope escuro da casa não agradou muito. Bem forte, mostrou-se um tanto amargo e com um aroma levemente ácido.

No dia seguinte, o almoço em casa foi muito bem acompanhado pela Eisenbahn Weizenbock, que é uma cerveja de trigo de alta fermentação. Como não é filtrada, conserva no copo o fermento utilizado no processo de fabricação, é bem turva e de coloração avermelhada escura. Bastante encorpada, apresenta notas de torrefação e leve aroma de frutas (cravo e banana), segundo informações do site do fabricante. É bem refrescante e seu teor alcoólico de 8% é o suficiente para abaixar de forma agradável a pressão, sem causar sonolência ou torpor.

À noite, as baladinhas na Augusta pareciam alternativas demais, além da maioria ser animadas com DJs e não por bandas, o que não era interessante naquele momento. Optou-se pelo O’Malley’s, há muito tempo não visitado. Numa travessa da Consolação, tem um ponto de táxi em frente e é bem fácil de se chegar principalmente para quem já está nos lados da Paulista. A entrada de R$ 25 (H) e R$ 15 (M) é menos absurda do que no Kia Ora, por exemplo. O lugar é bem aconchegante, mas a quantidade de iluminação o torna pouco intimista para um pub, principalmente por ser noite de Halloween.

É dividido em vários ambientes e isso não necessariamente é um ponto negativo. A banda que tocou lá escolheu um repertório baseado no pop-rock e a única ressalva ficou para a vocalista, cujo timbre nem sempre se adequava à música. O pint de Guinness Draught, uma stout de alta fermentação feita com parte do malte torrado (segundo o site Brejas.com.br, se mostrou cremoso e com um balanço eficiente entre o doce e o amargo, apesar de parecerer mais “aguado” do que a versão em lata.

A porção de mandiocas fritas veio bem servida e incrementada com couve frita na manteiga, um pouco de carne-seca desfiada e molhos agridoce, apimentado e ao curry, mas o atendimento leva demérito: foi preciso reclamar depois de pedir a Guiness e também depois da porção, pois os pedidos foram esquecidos.

Já na extensa fila para pagar, coube bem mais um pint. Dessa vez, Old Speckled Hen, variedade até então desconhecida. Pale ale de respeito, possui coloração âmbar bem marcante, é densa, adocicada, bastante consistente e refrescante. O sabor perdura algum tempo após o consumo e eliminou completamente o sono do “fim-de-festa”. Entre os aromas de café, cravo e malte, o malte e o cravo se sobressaem. Vale muito a pena.

Por fim, fechando o feriado, uma ida ao Asterix, concorrido bar na região anexao à chamada “Prainha Paulista” com uma das cartas de cerveja mais respeitáveis já vista por aqui. Desde as tradicionais Bohemias, Originais, Erdingers, escuras, lagers, ales às famosas cervejas trapistas de preços proibitivos e disponibilidade restrita à porta dos mosteiros na Bélgica. O calor e o fim de tarde pediam uma ale. Constatada a indisponibilidade da belga Palm Royale, optou-se pela irlandesa Kilkenny, uma red ale âmbar que, no copo na mesma direção do sol poente, daria um belíssimo quadro. Predomina o malte e, apesar de mais amarga do que se espera, é bem suave e refrescante.


Pelican – What We All Come to Need (2009)

Outubro 5, 2009

What We All Come to Need

Saio do pequeno ostracismo com uma breve resenha do último lançamento (previsto para 27 de outubro) do último álbum da banda instrumental Pelican, formada em Chicago radicada em L.A. Os caras mandam muito bem num estilo não muito óbvio de definir, nasceram do que se costuma chamar de post-rock num celeiro de bandas novas que misturam elementos agressivos com passagens bem tranqüilas, mas a banda também agrega alguns elementos do que se costuma chamar de sludge metal, com seu característico som arrastado, distorcido e com afinação baixa e que agrada bastante aos fãs de doom metal.

No What We All Come to Need, os post-rockers se diferenciaram de seus trabalhos anteriores e sua sonoridade mais simples e crua com diversas passagens sem distorção e uma cadência menos brutal. Não significa que perderam a identidade, pelo contrário, o que se deixou de fazer em termos de peso foi convertido de forma muito eficiente em melodia, sendo um álbum que prende constantemente a atenção do ouvinte.

A música Glimmer, por exemplo, é extremamente densa e uniforme. Já a Ephemeral conta com a característica “cavalgada” que reitera: “Sim, é Pelican!”. Specks of Light e a faixa título são as mais bem elaboradas do álbum.

A grande surpresa fica por conta da Final Breath, carregada de melancolia e com algumas partes cantadas, coisa que eles não costumam fazer. O guitarrista Trevor de Braw afirma que a banda simplesmente não saberia encaixar linhas vocais que soassem bem com as músicas.

What We All Come to Need é mais um excelente álbum de uma banda extremamente competente e tem grandes chances não só de ser bem aceito pelos fãs, mas também
de atrair o interesse de novos ouvintes.

Ficha Técnica

  1. “Glimmer” – 7:31
  2. “The Creeper” – 7:20
  3. “Ephemeral” – 5:09
  4. “Specks of Light” – 7:46
  5. “Strung Up from the Sky” – 5:12
  6. “An Inch Above Sand” – 4:14
  7. “What We All Come To Need” – 6:47
  8. “Final Breath” – 7:29

Músicos

Pelican

  • Trevor de Brauw – guitar
  • Bryan Herweg – bass
  • Larry Herweg – drums
  • Laurent Schroeder-Lebec – guitar

Convidados


Ensaio Distópico

Agosto 22, 2009
Saudações!

Vergonhoso manter um blog e ficar uns três meses sem atualizar, são sempre as desculpas de falta de tempo, muito trabalho, sono, atividades paralelas – no meu caso, alguns ensaios que ainda não me deram uma banda nova.

Este texto surgiu depois de uma idéia bem sucinta que tive num almoço qualquer há algumas semanas: E se nossos pensamentos fossem obrigatoriamente públicos?
Na época, o grande amigo Marcelo “Pato” Molinari falava de seu interesse por livros de história alternativa e até me indicou alguns, que pretendo comentar por aqui assim que os ler. Aproveitei um tempinho no ônibus parado no trânsito caótico de São Paulo e desenvolvi um pouco a idéia:

Os códigos de conduta como são conhecidos jamais poderiam ser postos em prática caso os pensamentos individuais se tornassem públicos. A dinâmica das relações sociais é regida pelo contraponto existente entre o que pode ser considerado ideal e o que é, de fato, real. Grande parte das decisões são tomadas com base em conhecimentos prévios das ações envolvidas e também são considerados certos preconceitos inerentes à percepção.

Assumindo que seja impossível controlar plenamente quais impressões determinado fato causa ,o fluxo de idéias geradas e opiniões formadas inconscientemente, todas as relações humanas tenderiam a entrar em colapso, já que a afinidade mútua entre as partes é estabelecido através de impressões e características transmitidas premeditadamente.

Num exercício breve deste cenário, poderia haver demissões em massa, muitas dificuldades na abertura e fechamento de contratos e de negócios, bem como o poder judiciário seria consideravelmente desgastado: todo e qualquer blefe seria prontamente desmascarado.

Poderia se pensar numa total abertura democrática, o pleno acesso à informação. Entretanto, a livre omissão de opiniões sem controle do emissor levaria à necessidade da adoção de medidas altamente totalitárias e represálias de forma a inibir compulsoriamente as correntes de pensamento conflitantes com o sistema em vigor, seja ele qual for.

É evidente que não se dispõe de meios para expor total e descaradamente a individualidade sem prévio consentimento de cada indivíduo, tampouco perspectivas de que meios para tal surjam num futuro próximo. É um alívio saber que, pelo menos das idéias, ainda se tem controle total.


Irish Uncream

Maio 30, 2009
Essa semana, depois da patroa muito comentar junto com minha sogra, fui conhecer a tal cafeteria no bairro dela supostamente melhor do que a Vanilla, a Grão Espresso. Realmente, o lugar é bem aconchegante e tem um mezanino – não subimos por acharmos que ainda não estava funcionando, já que na casa funcionava uma outra cafeteria chamada Cafeeira.

Tem muitas opções interessantes no cardápio, mas a variedade do Vanilla ainda é maior. Optei por um capuccino com irish cream (já que é uma das minhas bebidas favoritas) e a patroa pegou um milk shake de creme, muito bom por sinal… só que o raio do capuccino que não foi barato veio com gosto de… capuccino! Per se, não era ruim, mas eu esperava sinceramente uma bebida mais encorpada e… convenhamos: com gosto de creme irlandês! Me arrependi de não ter reclamado na hora mas.na próxima vez, eu peço pra ver a bebida sendo colocada e aproveito para experimentar o capuccino com paçoca!


Contribuição do Inferno!

Abril 11, 2009
Senhores!

Gostaria de expressar aqui minha indignação em relação a um fato ocorrido na semana passada: a visita do chefe da quadrilha, digo, do presidente do sindicato lá no trabalho. Quem me conhece sabe que eu tenhoaversão a sindicalistas desde a época do colégio – inclusive já postei aqui algo sobre isso.

Pois bem, o motivo da visita do mandante do sindicato foi que muita gente optou por nãopagar a contribuição confederativa da classe, direito esse assegurado por lei. Não tenho os detalhes da legislação aqui, mas a quem se interessar, manifeste-se que eu envio o texto completo.

Várias coisas me desagradaram.

Primeiro, o jeito daquele pessoal é muito característico de gente malandra. Além disso, houve quem disse que conhecia esse povo de longa data e, de fato, não são nada confiáveis.

Segundo, o cara começou o discurso fazendo uso do vocativo companheiros. Conhecem alguém da mesma origem social que também utilizava tal verbete? O cargo que ele ocupa é inversamente proporcional ao seu caráter.

O tal chefe do bando disse conhecer a empresa desde que a mesma ainda ficava em São Paulo, mas em nenhuma vez ele disse o nome – nada complexo – corretamente.

Mencionou ser um sindicato atuante, que há 18 anos nunca perdeu uma causa, que batalha e o diabo a quatro. Exemplificou com o provável desfecho contra uma outra empresa da região: se for dado ganho de causa, a empresa quebrará. Boa, campeão! Garante o direito dos trabalhadores e lhes tira o emprego!

Mas o que deixa mais irritado neste caso é que as última reivindicações que foram atendidas foram iniciativas da própria empresa e o sindicato alega que eles foram os responsáveis.

Para mim, são um bando de vagabundos sem costume que querem dinheiro fácil. Trabalhar, que é bom, ninguém quer!

Pode ser um valor irrisóri, mas farei de tudo para esses salafrários não pegarem minha suada grana. É questão de honra!


Roots Collection

Março 30, 2009
Como proposto pelo Fabio nesta postagem, a idéia é criar coletâneas de até doze músicas sem repetir artistas e totalizando um tempo de até 80 minutos (duração máxima de um CD de áudio convencional). Inicialmente, eu sugeri uma coletânea somente com músicas cantadas em idiomas não muito comuns nas músicas mais famosas, mas, como eu sei que a coisa tomaria proporções bem maiores, resolvi dividir o compilado multicultural em mais de uma parte e a primeira será dedicada às origens!

Alguns comentários pertinentes: não sou descendente de lituanos nem de poloneses, mas minha avó nasceu na Polônia e o lugar onde ela morou passou a fazer parte da Lituânia tempos depois. Outro fato é que também sou descendente de índios, mas não se tem a menor idéia de qual etnia. Também não lembrava de nenhum grupo específico que cantasse em qualquer língua indígena… até que resolvi procurar no álbum Roots, do Sepultura, já que lembrava vagamente que eles tinham gravado alguma coisa com os índios. Eis que encontro a música Itsári, que conta com a participação de índios xavantes do Mato Grosso do Sul.
Segundo a Wikipédia,

“O disco contém ainda duas músicas gravadas conjuntamente com os índios Xavantes, no Mato Grosso (Jasco e Itsari). A música “Itsári” foi gravada na Aldeia Pimentel Barbosa no ano de 1995, às margens do Rio das Mortes no estado de Mato Grosso. Já o restante do álbum foram feitas em Malibu no estúdio Índigo Ranch, dotado de instrumentos de idade avançada, e fazendo da gravação a mais crua o possível.”

Além disso, resolvi incluir a versão de Senhores da Guerra do Moonspell (a original é do Madredeus) por serem ambos os grupos portugueses em vez de colocar outra banda brasileira.

Da parte Líbia, outra incógnita… dando uma procurada por aí, acabei achando um estilo de música chamado malouf (¬¬’) que parece ser tradicional da Líbia, fortemente influenciado pelos árabes da Espanha andaluz.

Quanto à música do Rammstein que postei, algumas frases são cantadas em russo, o que justifica per se a escolha da música Moskau.

Para fechar a coletânea, resolvi incluir o clássico do Heavy Metal brasileiro: Salém (A Cidade das Bruxas), do Harppia.

Como me tomaria um tempo considerável o ato de disponibilizar a coletânea para baixar, resolvi apenas linkar os vídeos noYouTube. Apenas a Itsári será disponibilizada para individualmente, assim que o Fabio me liberar o downloadlink.

Enfim, a Roots Collection!

01. Sepultura- Itsári
02. Madredeus – Senhores da Guerra (Moonspell version)
03. Lacuna Coil – Senzafine
04. Obtest –
Iš kartos į kartą
05. Сьцяна – Калыханка
06. Кипелов – Не сейчас
07. Rammstein – Moskau
08. Noir Désir – Un Jour en France
09. Artrosis – Pośród Kwiatów i Cieni
10. Mägo de Öz – La Rosa de Los Vientos
11. Hasan Arabi- Ya Gazalan
12. Harppia – Salém (A Cidade das Bruxas)


Don’t Mourn

Fevereiro 20, 2009
Já faz um tempo desde a última postagem e não é por falta de assunto. A cada dia tenho idéias mirabolantes de coisas para escrever aqui, mas acabo considerando um pouco ao longo do dia e percebo que a maioria soaria apenas como um desabafo pretensioso.

A postagem de hoje é uma delas, mas será publicada pois nela abordarei um tema que (espero) tornar-se-á recorrente por aqui, principalmente depois de ler este blog muito interessante sobre a vida de um commuter, com o qual me identifico por fazer uma migração pendular todos os dias da semana.

Hoje foi um dia muito mais atribulado do que o normal. Primeiro porque saí de casa uns minutos a mais do que o normal e quase perco o ônibus: o horário dele é 6h21e eu cheguei quase 6h30 – só na segunda que ele atrasa, nos outros dias ele mantém uma certa regularidade nos horários. Pois bem, nesta quinta ele atrasou um pouco e consegui pegar o ônibus de sempre. O ruim de sair de casa tarde de manhã é que, a cada 5 minutos, o trânsito e a lotação aumentam exponencialmente!

No trabalho, logo de manhã começou um treinamento que duraria o dia todo e isso já acaba desgastando um pouco. Além disso, a presença de uma equipe de uma outra empresa, que estava fazendo uma auditoria em relação a um produto em desenvolvimento, fez com que eu fosse chamado no meio do treinamento para rastrear documentação técnica (em suma, corri atrás de ficha de processo, laudo, resultado de testes e outras coisinhas). Nem deu para almoçar direito.

A vantagem de dias assim é que não dá tempo de enjoar nem de cansar, passa tudo muito rápido e é bom sair um pouco da rotina.

Foi um dia gratificante e o que estragou, mesmo, foi a presença de dois caras do sindicato falando sobre uma contribuição confederativa que passariam a cobrar. Quem me conhece sabe que sindicalista, para mim, é estereótipo de uma das piores classes de vagabundos que existem. Tudo para eles é assembléia. Não vou entrar no mérito de discutir a causa sindical nesta postagem, mas o vídeo a seguir já elucida muita coisa:

Até onde sei, a tal contribuição foi votada em assembléia, mas não é obrigatória e sua obrigatoriedade é inconstitucional. Acontece que, quem não concorda, deve dirigir-se pessoalmente ao sindicato e requerer o reembolso. Sacaram?

Assim, os dois representantes tomaram um bom tempo depois do expediente apresentando essa tal contribuição e a van (que leva da empresa até a rodovia onde tomo o Cometa) atrasou para esperar o pessoal.

Quando chega o ônibus, que está vazio, é sinal de sossego? NÃO! O ar-condicionado não estava funcionando. E estava quente. Mesmo depois de anoitecer. Felizmente o equipamento voltou a funcionar e a viagem prosseguiu tranqüila até São Paulo. É um horário bom o das 18h41, pois já não pega trânsito algum na chegada à capital.

Ainda quero escrever sobre os motoristas analfabetos… convenhamos que minha letra até que é legível e temos que marcar na passagem o dia e hora da viagem. Tem motorista que pega meu papel e vira d epnta cabeça, leva um tempo até perceber o que está escrito. E olha que é pouca informação!

Postado ao som de Just Another Death, da banda de black metal KVNTVUR, oriunda do Lazio (Itália).


Sorte ou Revés

Novembro 28, 2008

Saudações!

Os mais chegados sabem que não acredito meramente em sorte ou azar, já que tudo isso parece meio aleatório. Por exemplo: em 2002 eu não passei em nenhum dos vestibulares que tentei. Em 2003 passei na Poli e na Unicamp. Tive sorte em 2002 e azar em 2003? Não, ser humano!¹ Em 2003 eu estudei, só isso.

Ocasionalmente, entretanto, acontece uma série de eventos que caracteriza um mau momento, também conhecido pela galera da IBM como a bad vibe. Geralmente a bad vibe chega quando menos se precisa dela e dificilmente limita-se a apenas um evento. Qual a motivação da postagem de hoje? A diferença entre duas semanas consecutivas.

Na primeira, uma seqüência de eventos nada animadores para o começo de um feriado. Um deles dizia respeito à avaliação do TCC, que tinha pouco potencial para dar errado: não recebera nota, mas sim a necessidade de uma revisão, já que nenhum dos dois avaliadores (um coerente que fez críticas construtivas e outra que simplesmente não entendeu o propósito do trabalho) optou por dar nota.

Na semana subseqüente, alto potencial para as coisas darem errado: para constar, eu deveria estar na faculdade às 14h na segunda-feira para (talvez) apresentar o TCC, só que de manhã eu deveria me consultar com o oftalmologista. O pior que poderia acontecer: a consulta atrasar, eu demorar para chegar à rodoviária, pegar trânsito, demora de ônibus em Campinas e ser sorteado para apresentar o trabalho. Nada disso aconteceu. A consulta foi rápida, o trânsito colaborou. Não fui sorteado.

No meio da semana, minha carona usual não estaria disponível. Quando isso acontece, nenhuma das outras caronas possíveis estão disponíveis. Mas, contrariando as estatísticas, consegui carona para os quatro dias em que fui para o estágio! Exceto na quinta à tarde, mas isso é o de menos.
Além disso, recebemos a notícia de que os TCCs foram re-avaliados e obtivemos nota o suficiente para a aprovação!

É sabido que, quando uma seqüência de coisas legais acontece, em seguida uma violentíssima bad vibe surge. E não é que, ao caminhas pela faculdade na escuridão de uma noite chuvosa, eis que surge, implacável e assombrosamente, a Steven Seagal? É para compensar tudo aquilo que poderia ter dado errado e não deu… o balanço de porcarias a acontecer foi fechado.

Para quem não sabe, a Steven Seagal é uma personagem mitológica da Unicamp. Imaginem uma gorda com a cara do Steven… pois é.

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¹João P., 2002